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Europa, século XXI: uma jovem morre com sarampo na capital do império

De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), citado pela agência Lusa, a jovem morreu “na sequência de uma situação clínica infecciosa com pneumonia bilateral – sarampo”.

Para reler: Do sarampo e outras coisas facilmente evitáveis

Helena, a Matos

2017-04-19 09_43_29-Clipboard

A blogger Helena Matos tem, no blog colectivo Observador, um púlpito de onde prega delirante a qualquer peixe que lhe passe no charco em frente. É, também ela, uma digna representante de uma “espécie”,  a do blogger armado em jornaleiro, a da pantominice disfarçada de intelectualidade. Não fosse isso, e  Alberto Gonçalves, António Barreto, César das Neves, João Miguel Tavares, José António Saraiva, José Manuel Fernandes, Helena Garrido, Maria João Avillez, Paulo Rangel, Portocarrero de Almada, Rui Ramos, Vasco Pulido Valente, apenas para nomear alguns por ordem alfabética, juntamente com o Correio da Manhã em peso, mais parte do Público e duas partes do Expresso, poderiam sentir-se ofendidos com este post. Mas eles sabem bem o que a casa gasta.

Do sarampo e outras coisas facilmente evitáveis

É suficientemente absurdo sermos infectados por alguém que se recusa a tomar uma vacina por motivos pseudo-científicos. É criminoso uma criança ficar doente ou morrer porque lhe falta uma vacina, ou porque foi contagiada por outra a quem os pais recusaram esse direito. A vacina é um direito das crianças e é um dever dos adultos. Devia ser obrigatória e os adultos que a recusassem ou impedissem os seus filhos de a tomar deveriam ser punidos legalmente. Por fim, e para que tudo isto seja possível, o Estado deveria precaver-se e ter um stock suficiente para as necessidades de todas as vacinas e não deixar acontecer o que acontece todos os anos.

Quanto custa a decência?

Ouço o homem do sindicato dizer que as pessoas que trabalham no fisco lidam diariamente com processos de milhares, centenas de milhar e mesmo milhões de euros e que, sendo mal pagos, a tentação é grande. Pessoalmente, conheço umas dezenas de pessoas mais mal pagas do que os funcionários da Autoridade Tributária, que terão de se reformar quase aos setenta, e usufruir de uma reforma simbólica, mas que nem por isso deixam de ser honestas e resistem às tentações. Muitas delas, suponho, nem sequer se sentem tentadas, encarando o seu trabalho como algo normal, lidando diariamente com bens e dinheiros que não são delas. Outras, como banqueiros, industriais, advogados, gente geralmente paga bem acima da média de qualquer cidadão, desviam milhões deixando muitos na penúria. Quero dizer com isto que um vencimento não justifica a falta de honestidade da pessoa. Se o justificasse, quanto seria necessário ganhar mensalmente para “resistir à tentação”? E quanto seria necessário para que o sindicalista fosse mais decente na sua abordagem ao tema da corrupção?